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A História dos Minis

1957
Devido ao pedido de Leonard Lord a Sir Alec Issigonis de construir um carro de dimensões contidas (3,6 m) mas que consiga combater com carros de maiores dimensões nasce o Mini. O primeiro carro sai da fábrica no dia 8 de Maio

1959
No dia 26 de Agosto de 1959 o Mini foi apresentado ao publico como Austin Seven e Morris Mini Minor à venda por 496 libras. Todos os modelos tinham um motor com 848cc e travões de tambor á frente e a trás. As versões DeLuxe tinham 3 instrumentos.

1960
Ao modelo Saloon juntaram-se as "versões carrinha", Countryman, Traveller, Van e Pickup. Surgiu também aquele Mini que foi desenvolvido para uso militar mas que acabou por surgir para público, o Mini Moke.

1961
Devido aos pedidos apesar de Sir Alec Issigonis achar que o mini não deveria ser um carro de elites nem um carro de corridas, pelas mãos de John Cooper é fabricado o primeiro Cooper, o 997 foi lançado em Setembro com um motor de 55 cv . O Cooper tinha travão dianteiro de disco de 7" e tambor traseiro também de 7''. O motor do Cooper era um 848cc "puxado" com o curso do do piston aumentado de modo a aumentar a cilindrada..

1963 Em Março deste ano é lançado o Cooper 1071cc S com 70cv de potência e discos de travão dianteiros de 7,5''. A produção do Cooper 997cc é terminada em Dezembro.

1964
Em Janeiro foi lançado o 998cc Cooper, com 55cv, mas um motor com um curso mais curto que o 997cc o que implicou maior fiablildade. Outros dois novos modelos foram lançados em Março: o 970 S e 1275 Cooper S . A produção do Cooper 1071S foi terminada em Agosto. O Cooper 998 tinha um motor de 1 litro completamente novo e o 1275 S foi o passo seguinte para o Cooper S ao ter 76cv que lhe permitiam uma acelera- ção dos 0-100km/h em apenas 11.2 seg e um binário que lhe permitia uma boa resposta a qualquer rotação. O 970 S era um puro corredor construído para poder correr na classe de 1 litro tendo sido produzidos menos de 1000 no tempo total de produção desde 1964-65. Uma das alterações de peso que afectaram toda a gama foi a introdução da suspensão Hydrolastic.

1967
O Mini MkI foi substituído pelo MkII o que veio trazer um vidro traseiro maior e um farois de trás mais quadrados e maiores.
1968
A produção do Mini Moke é interrompida. Posteriormente é retomada noutros países. A meio do ano a caixa passa a ser totalmente sincronizada.

1969
Com a introdução do Mini Clubman, os ultimos Cooper MKII 1275 S e Cooper 998 foram construídos. O novo motor 998cc debitava apenas cerca de 30cv. A suspensão de cones de borracha foi reintroduzida em todos os modelos. Podiam-se comprar Minis com motores de 850cc, 998cc e os Mini Clubman vendiam-se com motores de 850cc, 998cc, 1098cc and 1275cc. As vendas do Mini ultrapassam os dois milhões de unidades.

1970
Todos os Minis seguiram o Clubman e passaram a ter vidros de subir por manivela, deixando de ter bolsas de arrumação nas portas. É lançado em Março o Cooper 1275 S MKIII que é em tudo semelhante ao MkII, diferindo nas dobradiças das portas que passam a não estar visíveis e os nomes Austin e Morris deixam de ser usados e usa-se apenas o BL de British Leyland. Todos os modelos passam a ter caixa de velocidades totalmente sincronizada.
Só os Minis produzidos no estrangeiro, como por exemplo o Italiano B39 Innocenti Cooper ou o Ibérico MINI 1275 GT, tiveram ainda o motor do MkII S até 1975 pois em Julho de 1971 a produção do Cooper 1275cc S MkIII é terminada. O motor do Cooper 998 era encontrado no B38 MINI 1001.

1972
A caixa de velocidades deixou de ser por controlo indirecto e passou a ser directo. O Mini Clubman 1275 GT recebeu discos de travão de 8" e jantes de 12". Vendas ultrapassam três milhões de unidades.

1976
Os sub-chassis frontais passaram a ser montados em borrachas a partir daqui. O Mini recebeu também o motor 1098cc.

1981
O Mini Van, PickUp, Clubman, os 1275cc de série A e o motor de 1098cc foram terminados. Neste ano, o motor Série A plus do Metro foi introduzido no Mini. De 1981 até 1989 não houve nenhum motor 1275cc construído pela fábrica sem ser os da Era Turbo em 1988.

1984
Em Maio deste ano, os ultimos Minis com jantes de 10'' saíram da fábrica. Foi o renascimento da suspensão para 12'' do Mini Clubman 1275 GT.

1986
O motor de 850cc foi terminado.
1988 Falece Sir Alec Issigonis, criador do Mini.
1989 Para comemorar os 30 anos do Mini, numa festa em Silverstone é apresentada ao público a edição especial Mini 30 assim como o Era Mini Turbo, com jantes de 13'' e uma carroçaria modificada.

1990
Apesar de ter sido pensado como uma série especial limitada a 1000 unidades o primeiro Rover Mini Cooper saíu das linhas de produção com 63 cv havendo também um Cooper S disponível por encomenda com 78cv. Neste ano foram também fabricadas as séries Mini Racing Green, Mini Flame Red, Mini Check Mate e Mini Studio 2.

1991
O primeiro motor de injecção construído pela fábrica saíu nos Rover Cooper 1.3i que tem além do motor novo duas faixas no capôt e faróis suplementares. O Mini é votado pela revista Autocar como o "Melhor carro de todos os tempos".

1993
O motor de 998cc foi terminado e todos os Minis uma das duas versões do motor de 1.3i com 54 ou 63hp.A produção total de Minis excede agora os 5.270.000 carros.

1996
O último Mini 1275cc é apresentado à imprensa no dia 1 de Outubro. As modificações incluiam o radiador na frente do motor o que implicava um novo painel frontal, sistema de injecção multiponto de 2 pontos, volante estilo MGF com Airbag, portas reforçadas com barras de protecção e cintos com pré-tensores. O distribuidor foi também alterado por causa do novo alternador e do radiador frontal.
O Novo Série A tem o maior binário de sempre, mas é estrangulado pela rácio do diferencial de 2.71:1. O filtro de óleo é agora ao pé da embraiagem.

2000
No dia 4 de Outubro sai da linha de produção o ultimo Mini. No dia 24 de Dezembro falece John Cooper.

A saga Cooper!

Em 1959, Sir Alec Issigonis, então na British Leyland Corporation, apresenta o Mini. Esta novidade surpreende pelas opções técnicas e pelo tamanho. Com a versão desportiva, desenvolvida pelo próprio John Cooper, uma lenda nasceu.

A real força do Mini, para além do seu aspecto, é o seu comportamento diabólico. As rodas colocadas bem nos extremos da carroçaria, o centro de gravidade extremamente baixo e uma suspensão eficaz (à custa do conforto) tornam-no uma formiga agarrada à estrada.

É por causa do seu excelente chassis que compensa, em competição (sobretudo nos ralis), a sua fraca potência, mantendo a fasquia elevada para os seus adversários mais potentes e prestigiados (Porsche, Alpine...).

Assim, nos anos 60, Cooper dá-se a conhecer na F1 impondo o seu motor central traseiro, e confirma a sua valia nos ralis com a “pulga” inglesa. A partir de 1961, a Austin e a Morris comercializam um Mini Cooper onde o motor, de 997 cm3 e alimentado por dois carburadores SU, desenvolve 55 cv às 6000 rpm. Se hoje as performances do carro fazem esboçar um sorriso, os 140 km/h, na altura, não estavam ao alcance de todos os automóveis. Dois anos mais tarde, é comercializado o Cooper S de 1071 cm3 e 70 cv. O golpe está dado e o Cooper S torna-se na referência entre os desportivos “populares”. Um GTI antes do tempo...

Em 1964, o Mini é renovado apenas tecnicamente, porque uma estética tão simpática não precisa de alterações. O Mini acolhe a suspensão Hydrolastic que será montada mesmo nos Austin Metro! Os Cooper herdam dois novos motores em Setembro, um 970 cm3 que desenvolve 65 cv às 6500 rpm e um 1275 cm3 de 76 cv às 5800 rpm. No ano seguinte, as versões de 970 cm3, inicialmente concebidas para serem admitidas no Grupo 2, são retiradas do catálogo. Após as grandes mudanças na gama Mini, com os Mk III a surgirem em 1967, os Cooper deixam de ser produzidos em 1969. O S não mais é produzido.

Ao ritmo das mudanças da marca, o Mini é vendido com a marca Rover, então propriedade da Honda. Em 1991, a Rover apresenta o Cooper 1.3. O motor que o anima é um 1275 cm3 com um carburador. O condutor pode contar com 61 cv numa linha intemporal. A sua caixa de velocidades e as suas rodas de 12 polegadas, aliadas à fraca potência, penalisam fortemente o Cooper na velocidade de ponta, limitada a 148 km/h! Para um desportivo, já se via melhor... Mas o prazer do Mini Cooper 1.3 não está lá. Sobrevive sobretudo à custa das sensações e do ambiente que destila.

Em 1993, o Mini torna-se ecologicamente correcto. É dotado de uma panela catalítica e consequentemente de injecção electrónica. Contudo, nada de regozijo, porque a potência aumenta pouco, com 2 cv suplementares a guindarem a velocidade máxima para uns pálidos 151 km/h. Em 1995, o fim anuncia—se docemente com a comercialização de uma série especial Monte Carlo, com as características técnicas a permanecerem inalteradas. Em 1997, a marca Mini é recriada pela BMW. É ocasião para lhe devolver o Cooper S ao mercado, com a sua apresentação “musculada”. Com os seus guarda-lamas alargados, as suas rodas de 13 polegadas, o tecto e retrovisores em cor branca e as duas riscas brancas que ornamentam o capot, este Mini faz virar as cabeças... Contudo, as performances são ainda piores que as do Cooper 1.3i...

Para a BMW, o Mini é mais do que uma lenda a manter. É uma oportunidade de entrar nos mercados mais baixos sem utilizar o logótipo BMW, tentando fazer o mesmo que a Mercedes-Benz fez com o Smart. Após a validação do estilo e da técnica, a BMW comercializa o novo BMW em 2001. Duas versões estão disponíveis: o One e o Cooper. Se ambos ostentam um motor de 1.6 litros, o One, através da gestão electrónica, desenvolve 90 cv, contra 115 do Cooper. Um representa a entrada na gama, o outro uma vertente mais desportiva. A imprensa é unânima relativamente às qualidades estradistas e ao carácter (estética, ambiente e sensações). Se o conceito original do Mini está adaptado à nossa época, o espírito permanece.

Em 2002, o Cooper S torna-se o verdadeiro desportivo, com o seu motor de 1.6 litros comprimido, debitando 163 cv. As suas performances (218 km/h de velocidade máxima e 29,5 segs no quilómetro de partida) alinham-no com os GTI's do momento. Eficaz, um chassis exemplar e divertido... como sempre! Desde 1959!

 

 

 


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" A estranha desclassificação dos 3 Mini que ocuparam o 1º, 3º e 4º lugar em Monte Carlo 1966 acabou por dar mais publicidade à BMC que uma vitória! "


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